Estadão automatizado
Posted by luciana moherdaui on abr 9, 2013 in tag | 0 comments
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Elizabeth Saad Corrêa compartilhou um link.
O Estadão, além de anunciar a “absorção” dos cadernos de conteúdo mais opinativo e detalhado agora também exerce sua criatividade ao “automatizar” sua edição do iPad…. Lembram-se há alguns anos da edição on-line do jornal transformada empdf? É triste ver esse tipo de decisão tão contra a corrente do que se espera hoje do jornalismo digital.
Saiu no Comunique-se:
http://portal.comunique-se.com.br/index.php/editorias/17-destaque-home/71441-apos-serie-de-demissoes-versao-para-ipad-do-estadao-pode-ser-qautomatizadaq.html
  • Gabriela Stripoli Vou fazer um artigo sobre isso relacionando às conclusões da minha monografia do Digicorp
  • Elizabeth Saad Corrêa Gabriela Stripoli faça sim! Vc pode publicar em diversas revistas que a eca edita!
  • Cassiano Gobbet “Absorção”, “automatizar”…o marketing chega ao RH…
  • Rodrigo Lara Mesquita Elizabeth Saad Corrêa – Beth, desculpe a redundância, mas depois de ler a nota do comunique-se e as especulações ali contidas, não resisti em entrar aqui tb com a minha argumentação. 

    Com certeza vc conhece a Quartz, qz.com, projeto da The Atlantic, que está no mercado desde 1860, fazendo um bom trabalho de articulação da sociedade, com ótima reputação em todos os sentidos. Qz.com tem obsessões, não seções: a próxima crise (http://qz.com/on/the-next-crisis/), a incipiente construção da sociedade em rede, num processo com impactos ainda não dimensionados pelo mercado, muito menos pela sociedade (http://qz.com/67323), startups (http://qz.com/on/startups/) e outras. E seu alvo prioritário é o usuário móvel, os smartphones e os tablets, que avançam para dominar o mercado de consumo de informação e interação com o mundo. 

    Sei que você acompanha o Nieman Journalism Lab. Deve ter visto o projeto que este centro de think thank, uma fundação da Havard Univesity, inicia com o Clay Christensen propondo à newprint industry que ela seja a disruptora do seu próprio negócio – be the disruptorhttp://www.nieman.harvard.edu/Microsites/BeTheDisruptor/NiemanJournalismLab.aspx) . Na primeira pegada, apresentaram cases de jornais que fizeram a opção de reverem suas estruturas e focos. Conceitos, formas de trabalhar a plataforma impressa e a digital (http://articulaconfins.com.br/articular-publicos-e-a-base-do-negocio-dos-jornais/). Trouxeram a públicos novos modelos de arquiteturas de processos, que vão do impresso à oferta de serviços digitais, entre eles a articulação de negócios locais na rede. Fazer o que a maioria das agências digitais não sabe fazer porque tem menos cultura que os jornais, estão mais presos ao conceito de domínio da audiência do que os jornais.

    Imagino que vc conheça o Frédéric Filloux, um analista de peso e enorme reputação do bioma newsprint e do novo ecossistema da informação, comunicação e articulação. Numa de sua análises ( http://www.mondaynote.com/2012/09/30/quartz-interesting-and-uncertain/), ele cita Justin Smith, o presidente da Atlantic Media: “We imagined ourselves as a Silicon Valley venture-backed startup whose mission was to attack and disrupt The Atlantic. In essence, we brainstormed the question: What would we do if the goal was to aggressively cannibalize ourselves?”

    É, este o quadro Beth. Aqui, https://www.rebelmouse.com/rmesquita/ como eu vejo este contexto, num trabalho jornalístico tradicional (meus posts) e curadoria jornalística. O Estado não está acabando com nada. Está iniciando um movimento que milhares de empresas em todo o mundo estão fazendo. Apesar dos pesares, está em tempo. 

    Vc me desculpe, mas não dá abrir conversações sobre questões tão complexas e de tanto peso com posts pontuais, que ignoram e não trazem a público o contexto, com toda a sua complexidade > http://www.scoop.it/t/journalism-and-the-web . É uma questão global de toda uma indústria que merece respeito.
    Um beijo


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