Deu na Folha:
“David Carr, 55, repórter e colunista de mídia do “New York Times”, acompanhou nas últimas semanas o agravamento da crise nos jornais regionais dos EUA. Noticiou que o “Times-Picayune” de Nova Orleans, fundado em 1837, passaria a publicar três edições por semana, contra as sete atuais. E relatou a transformação do “U-T San Diego”, de 1861, em porta-voz dos interesses comerciais de um novo proprietário.
Carr, que estará em São Paulo no próximo sábado, no congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), avalia que a imprensa americana enfrenta “ameaça existencial”.
Diz que é diferente no Brasil e em outros emergentes, mas todos devem se preparar. Ele detalha as estratégias do “NYT” para reagir à queda na publicidade, com uma nova fonte de receita no muro de pagamento, o “paywall”, e com a perspectiva de uma variedade de novos negócios sob a marca do jornal, com vídeo, mídia social etc.”
meu comentário: o problema do paywall é que ele inviabiliza uma estética baseada em dados, a media visualization, de Lev Manovich. É a volta da ideia de portal-curral, apontada nos anos 2000 por André Lemos.